29 Apr

Mexer-se, sim. Mas não para perder peso…

Um em cada cinco adultos será obeso em 2025. Daqui a menos de uma década. Pelo menos, é o que vaticina um estudo de larga escala, publicado no jornal médico The Lancet, e divulgado na semana passada. Tudo isto apesar de as pessoas se mexerem muito mais.

Dos cinco mil milhões de adultos à face da Terra, 641 milhões já são obesos e vivem sobretudo nos Estados Unidos, Reino Unido, Irlanda, Austrália, Canadá e Nova Zelândia. Ao mesmo tempo, é nos EUA que se regista um enorme aumento da atividade física: de 1988 até 2006, as mulheres mais do que duplicaram a sua frequência de exercício e os homens aumentaram-na em 50 por cento. Mas a prevalência da obesidade cresceu de 23 para 35% no mesmo período. Por outro lado, noruegueses e japoneses – menos ativos do que os americanos – são muito mais magros. Culpa da alimentação, da compleição, ou uma mistura de ambas?

A relação entre atividade física e índice de massa corporal é, de facto, nublosa. Muitos estudos sugerem que há um efeito limitado na perda de peso, e que, para esse fim, o exercício é menos confiável do que estar atento à dieta. O nosso corpo trabalha no sentido oposto ao esforço. Queimamos mais calorias quando começamos a treinar, mas isso estabiliza à medida que a intensidade aumenta. Há cada vez mais evidências de que o nosso metabolismo pode até abrandar à medida que perdemos peso – talvez a atividade física ative o gatilho para guardar calorias de forma a que não exista um défice energético que ponha em causa importantes funções do corpo.

No Eurobarómetro sobre atividade física e desporto, numa sondagem realizada há dois anos, 64% dos portugueses admitiram que não fazem qualquer tipo de desporto. Dos 36% que se mexem (somos o terceiro país mais sedentário da Europa), só 4% estão inscritos em algum clube. A maioria fá-lo de forma espontânea. E não será por causa das conclusões dos estudos recentes que interferem na correlação mais do que instituída entre exercício e dispêndio de energia. Poderá ser por causa de um pequeno estudo que concluiu que as pessoas que saem do ginásio sobrestimam a energia lá despendida em 400% e acabam a comer o dobro das calorias que na realidade queimaram? Ou, quiçá, ficarão no sofá a pensar que o aumento da massa muscular faz disparar o ponteiro da balança para o lado direito?

Portugal está entre os países europeus com piores indicadores no que toca à silhueta: aos 11 anos, 32% das crianças têm peso a mais. Na população adulta, 59,1% revela excesso de quilos e 24% é obesa. Pode até ficar provado que não existe uma ligação direta entre exercício e emagrecimento, mas é sempre melhor para a saúde mexermo-nos do que estarmos parados.

Resistência em vez de cárdio

Pedro Correia, especialista em exercício e bem-estar que escreve regularmente no site da VISÃO, conhece os erros mais praticados no ginásio e aqueles que podem desmoralizar os adeptos menos convictos. Pensar “que a percentagem de massa gorda só baixa com esforços de longa duração num aparelho de cárdio” é um deles. “Efetivamente, a gordura é ou poderá ser utilizada como fonte de energia neste tipo de treino, mas poucas calorias são queimadas e não aumenta o metabolismo (a chave para queimar gordura)”, explica.

As novas tendências do desporto vão neste sentido. “Se só fizermos exercícios cárdio, estamos a sabotarmo-nos a nós próprios”, acredita Jacobb Wilson, especialista e editor do Journal of Strength and Conditioning Research. “O nosso metabolismo vai descer, fazendo com que a perda de peso seja mais difícil”, diz à Time. Então, como devemos mexer-nos para otimizar o tempo de esforço no ginásio?

Pedro Correia sabe a resposta: “Praticando o treino de baixa intensidade, que serve para criar capacidade para quem está a começar e para diminuir o tempo de recuperação de atletas mais experientes ou treinados. Não resulta para a perda de peso/massa gorda, mas pode aumentar o défice energético do corpo, criando as condições fisiológicas certas para promover a perda de peso.” Logo, se o objetivo for queimar calorias, aconselha-se a introdução de treino de alta intensidade. Para criar músculo e acelerar o metabolismo, Jacob Wilson prescreve treino de resistência. E é secundado por um estudo levado a cabo pela Harvard School of Public Health, durante 12 anos – entre os 10 500 indivíduos que participaram, os que passaram 20 minutos por dia em exercícios com pesos ganhavam menos gordura abdominal quando comparados com os que dedicaram a mesma quantidade de tempo ao cárdio.

AS VANTAGENS DE NÃO ESTAR QUIETO

Pode não emagrecer,mas são vários são os benefícios do exercício. E basta mexermo-nos meia hora por dia

- Reforça os ossos, atrasando o aparecimento de osteoporose

- Previne doenças cardíacas

- Defende-nos de alguns tipos de cancros

- É fundamental para evitar a Diabetes de tipo II

- Combate a depressão

- Ajuda a vencer o stresse

- Melhora a concentração

- Fortalece a memória

FONTE

Contacto para Acordo
Se está interessado em mais informaçães sobre os nossos Acordos, preencha aqui os seus dados.






Experimente Já!
Para agendar uma visita, coloque aqui os seus dados.








Marcar Aula
Marque a sua aula online. Simples e rápido.






Horário de Atividades
Filtrar por actividades: Imprimir horário
seg. ter. qua. qui. sex. sab.
08h30PPYPPY
09h30PPP
10h30PPPPP
11h30PPFY
12h00P
12h30PB
13h00PP
17h30PP
18h00PT
18h30PP
19h00PPFP
19h30FPPP
20h00YYPB
20h30P
PPilates
YYoga
TTaiChi
PPPower Pilates
FPFusion Pilates
PBPilates Barre
PWPower Walk
PFPower Flex